segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O que nunca importou

Deixa me esquecer de teu nome,
De sua importância e do seu sabor.
Deixa me morrer fome,
Vendo a distância que nunca se importou.

mas antes me diga
o que foram as noites.
Em que você me chamou

Foi um grito de susto,
um erro bobo
ou medo da solidão?

Eu tento não te dizer
Mas há tanto para se sentir
vendo meu coração ceder
à saudade que teima em insistir

mas como não me convencer?

Que foi um grito de susto,
um erro bobo
medo da solidão.

Tento esquecer teu nome,
sua importância, o teu sabor.
mas sempre acordo com fome
vivendo a distância do que chamo de amor...

Mas antes me diga
Que não foi um grito de susto,
um erro bobo 
ou medo da solidão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Primeiro sorriso

Você consegue perceber o que te trouxe até aqui?
eu já tinha guardado um lugar para você.
Não há nada escrito pelo acaso
no seu primeiro sorriso eu pude ver.

alguém que pudesse enxergar o drama
e ver toda beleza que nele há
como em uma foto em preto e branco
mostrando que mesmo sem cores
há sentimentos para se revelar.

Você é como um vicio
que logo de manhã, preciso sustentar.
Está só no inicio
do tudo que vamos compartilhar.

Deixa-me tragar um pouco mais de ti
leva de mim tudo quiser
assim sacio a saudade
pros dias que você não vier.

Você consegue perceber porque eu estava ali,
Antes de você chegar?
meus pés me levaram ali
No seu primeiro sorriso eu pude ver...
que eu não precisava mais esperar




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Visita

Entre sem bater na porta,
encontre a casa vazia
a moldura meio torta
a vitrola e a melodia.

se enrole em meus lençóis
recorde o meu perfume
o estresse e seus nós
o amor e seu costume

em ver chegar mais cedo
percebo que você deixou crescer
a vontade de se livrar do medo
de me amar, de tudo acontecer

deixo sua barba me arranhar
me deixe minhas unhas te machucar
enrole sua perna aqui
de onde não quero mais sair

sei que já deu sua hora
tudo bem pode ir embora
não prometo te esperar
mas sorria quando você deitar e

me ver chegar mais cedo
percebo que você deixou crescer
a vontade de se livrar do medo
de me amar, de tudo acontecer

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A beira de onde eu temo cair

A beira de onde eu temo cair
me vejo esperando você entrar
Da porta de onde te vi sair
Não quero atravessar

O que me espera lá fora?
Quanto custa arriscar
O tempo de outrora
jamais irá volta

Peco no medo de sobreviver
tentar fingir o que não posso ser
Como outros dizem se melhor
A formula para não estar só.

A beira de onde eu temo cair
Eu penso em me jogar
com medo de conseguir
de uma vez te superar

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Raízes

Se esquivando como sempre soube fazer
mas ainda não percebeu que suas raízes
Estão presas onde não te fazem crescer
Vivendo uma mentira onde as emoções são as atrizes.

Consegue enxergar o peso de cada palavra dita?
entre as novas paredes ou soltas no vento
faz com que cada vontade contida
acolha um pouco mais de sofrimento

Olha quanto frio faz
Na ausência do bom calor
E com o medo a luz jaz
abrindo caminho para o escuro da dor.

Há um porque de cada direção
Seja ele o desavio, seja ele o que sempre se quis
As raízes deveriam servir de impulsão
E não como peso de algo que sempre se diz

E nunca é feito como se pensa que seria
O rumo também tem suas decisões
ninguém saberia que a atriz mentiria
fazendo seguir suas pretensões

Achando algo novo
Que fez tão bem
Alimentando o gosto
do melhor que a vida tem.