domingo, 4 de janeiro de 2015

Para me perder

Minha paixão por você grita na madrugada
Quando a cidade se cala.
E recomeça o brilhar desfocado
Como as luzes longe do outro lado.
Da rua veio meu pranto
que passeou silencioso.
E quando você ressurge, um espanto
E a dor mostra seu lado gostoso.
Eu queria que você entendesse
Que você deveria ficar
E se a gente se perdesse
Não haveria ninguém pra nos achar.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

verdade absoluta

Hoje eu te vejo onde não posso alcançar
Mas lembro do passado em que nós
Perdíamos tempo para imaginar
Como seriamos a sós.
Abraços que não teriam fim
E Beijos até o dia raiar.
Em sua pele desenhos para mim
Em minha pele o arrepio ao olhar
E ver o quanto seria bom
Se eu tivesse você aqui
O roxo do seu cabelo em minhas mãos
E a certeza que você jamais iria sair
Nossas pernas enroladas
E sol atravessando a janela
Como em um bom conto de fadas
Sinto-me perdido ao falar sobre ela.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Encantado da mais bela

Havia de ser assim
ela surgiu sem avisar
Tirando ele de si
Levando ele pra lá
Bem perto dela
Encantado da
mais bela
forma de enxergar.
o mundo que ela carrega
No seu jeito de levar.
o sorriso e a vida
Sem pressa
pra não machucar.
conquistando em cada dia
uma forma de chegar.
Apaixonado da
primeira vez que a deixou guiar
seu olhar seu perdeu

No prazer de saborear.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Uma pedra de cada lugar

eu te de dei pedras
como quem presenteia com flores
carregando todo peso
dos lugares e de amores.
confiei os meus sorrisos
meus desejos, meus prantos.
Dividimos um bom quarto
preenchemos todos os cantos.
Uma pedra de cada lugar
Representava uma boa lembrança
Carreguei você enquanto estive lá
como um brinquedo e sua criança.
certezas em cada palavra
promessas em cada aposta
seu medo ainda crava
o titubear da sua resposta.
se acolha no mesmo peito
vou recolher mais pedras
e quando nosso amanhã tiver feito
faremos de nós uma festa.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O que nunca importou

Deixa me esquecer de teu nome,
De sua importância e do seu sabor.
Deixa me morrer fome,
Vendo a distância que nunca se importou.

mas antes me diga
o que foram as noites.
Em que você me chamou

Foi um grito de susto,
um erro bobo
ou medo da solidão?

Eu tento não te dizer
Mas há tanto para se sentir
vendo meu coração ceder
à saudade que teima em insistir

mas como não me convencer?

Que foi um grito de susto,
um erro bobo
medo da solidão.

Tento esquecer teu nome,
sua importância, o teu sabor.
mas sempre acordo com fome
vivendo a distância do que chamo de amor...

Mas antes me diga
Que não foi um grito de susto,
um erro bobo 
ou medo da solidão.