terça-feira, 11 de junho de 2013

Aqui de baixo



Quero só te dizer que aqui embaixo está frio, não precisa descer,
Mas posso ver sua sombra daqui, andando de um lado pro outro tentando pensar.
Em uma forma perfeita pra tirar do lugar, o meu coração ou meu orgulho, talvez...
Seja hora de esquecer e pensar. Que a vida é mais do que erros que ficaram pra lá.
E o futuro só depende de nós. Abra a cortina, preciso ver mais uma vez
A sua beleza que um dia me fez pensar, que o paraíso poderia ser aqui.
Não vá desligar, ainda tenho tanto pra te dizer. Me encantar com a sua voz e depois me perder,
Com o nada que sou e com o tudo que eu quero ser.
Mas tente me ouvir, por favor, vamos seguir o que devia de ser.
Uma vida breve e boa. Eu e você. talvez amanhã ou depois.
Não há porque. Deixar preso o seu coração no que passou,
 Derramar lágrimas onde já se secou a magoa de quem já errou e aprendeu a desculpar.
Pode descer o sereno passou e eu esquento você.
Se o frio apertar ou o calor ceder, sua intensidade à nós dois.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Cada beijo, amor, morte e suicídio



E quando me perguntam se ainda sinto sua falta.
Engulo seco, e ignoro.
Como se isso fizesse com que sua imagem não viesse a minha cabeça.
Mas ainda sinto seu cheiro, desejo seus beijos.
Ainda preciso do seu abraço.
Preciso da estrela única, que falta em meu céu já iluminado.
Ainda escrevo sobre você. Talvez tudo seja sobre você.
Cada beijo, amor, morte e suicídio.
É o fim de tudo. O recomeço do que nunca se pausou.
Voltarei ao inicio, mesmo que nada tenha começado.
Olho para o céu, olho para o telefone, olho para a rua.
Volte de alguma forma, se perdoe de alguma forma.
Esqueça tudo e vem comigo, de alguma forma.
Seja mais forte do que eu sou, seja mais forte que nosso amor e ódio.

terça-feira, 28 de maio de 2013

alguns últimos passos



                Estou a três passos do fim. Um, dois.
Caminhando próximo ao fim. Sabia do final. Estou com 30 anos e não sei há quanto tempo não sorria de verdade, tem uns 15 anos. Eu não pretendia mais sair com o rosto pintado por aí.
     Mais alguns passos.
Quando você se encontra à beira da morte se pergunta. Se pergunta... como caminhou até esse ponto, seja um segundo antes do acidente, seja uma morte previsível, seja uma doença terminal, seja um suicídio. Acho que tudo começou quando me batiam por ser gordo, na escola, na rua e até na igreja. Lugares que te empurram e não perguntam como você pensa sobre a vida, sobre seu lanche, sobre como deve seguir a vida, no que você acredita ou no que você quer fazer. Só te obrigam. Te arrastam. Te fazem engolir. Tenho fé, na verdade estou em pé por isso. Mas como odeio a religião, desculpe se isso vai te ferir, mas sou um suicida levo essa culpa comigo se quiser.
     Mais uns tímidos passos.
Eles já disseram que me amava, respondi na mesma moeda. Mas chega em um momento, que se você não for um boneco de produção em massa, eles te mandam para um inferno pessoal. Eles transformam seu segredos em lágrimas, as lágrimas que tanto transformei em fumaça. Eles já disseram que me amavam. Hoje me taxaram de vergonhoso. Decepcionante depois de anos, ser diferente. Não estou, não estava perdido. Sei aonde vou estou a três passos do fim.
     Agora estou correndo.
Agora o vento batia mais forte em meu rosto. E as ondas batiam em meu navio. Mentira eu não estou em um navio, mas seria legal morrer em alto mar. Me tornei autodestrutivo criando drama, me afogando em vícios, perseguindo o que tudo oferecia de pior, mas no fundo eu curtia o drama, e curtia o prazer escondido em cada dor. Então hoje enterro suas decepções e vergonhas e busco meu prazer distante.
     Corro e vôo para o fim de tudo.                                                              

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Na Colombo



e até as coisas normais,
por ti, se tornavam especiais.
E no infinito de dois espelhos se encarando
Eu fugia do mundo nos teus olhos se curvando,
Acompanhados pelas covinhas formadas,
Na perfeição de sua risada.
Em bule de chocolate, ou no exagero da canela.
Em tudo havia um detalhe que se tornava melhor com ela.
Um bom piano tocando no plano de fundo
Só nós dois, como um novo mundo.

domingo, 19 de maio de 2013

Oceano



Havia um oceano em mim,
E em alguns dias eu acordava imerge
Sem ar, por meus infernos e fantasmas.
E, Em alguns dias, ficar sem ar não me matava
E convivia bem, com a falta do que me fazia viver.
Havia um oceano em mim,
E eu sonhava com seu horizonte.
Eu vivia construindo frágeis pontes,
Destruídas por minha falta de fé na vida.
Havia um oceano em mim,
E um farol brilhava em seu fim.
Parecia sussurrar esperanças,
Mas estava confortável em afundar.
Havia um oceano em mim,
Mas secou, sem vontades, sem acreditar, sozinho.