Foi só o amanhecer chegar
então eu pude perceber
o quanto foi bom você ficar
o quanto foi bom te conhecer.
e quando de ti, eu descubro mais pouco
é como sentir o mar içar minha força,
me sinto leve, um pouco bobo
peço para ele, que por nós, torça.
Que venha de lá o caminho
desenhado na linha torta, feita
das ondas, de seu horizonte.
Dessa vez não navegar sozinho
Amar a brisa que vem longe.
e quando de ti ganho mais uma noite
é como sentir o mar içar meu voo
e dentro dele não toco o chão,
fora dos limites do que sonho
mergulhei onde não há razão.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
siga o seu coração
E não me importa o que
você fez essa semana,
Ou se você deixou de olhar
para as estrelas,
Só te peço que agora você
siga o seu coração.
Preciso que abra os olhos
e siga seu coração.
Tem algo diferente movendo
meus pés agora,
O amor que nunca morreu
que andava calado,
Mas agora preenche meus dias.
Assim que acordo,
Um pouco antes de dormir. Já
estou sonhando com você.
E se você abrir a janela e
olhar para o céu de hoje,
As estrelas farão com que
você lembre de mim?
Meus pés caminham para um
lugar,
um lugar aonde preciso que
você me encontre.
Não é sobre esquecer o passado
Não é sobre esquecer o passado
é sobre o que queremos
agora.
eu peço, meu amor, sob essas estrelas
eu peço, meu amor, sob essas estrelas
faça como eu e siga o seu
coração.
No final desse caminho
faremos um novo destino.
terça-feira, 28 de maio de 2013
alguns últimos passos
Estou a três
passos do fim. Um, dois.
Caminhando
próximo ao fim. Sabia do final. Estou com 30 anos e não sei há quanto tempo não
sorria de verdade, tem uns 15 anos. Eu não pretendia mais sair com o rosto
pintado por aí.
Mais alguns passos.
Quando
você se encontra à beira da morte se pergunta. Se pergunta... como caminhou até
esse ponto, seja um segundo antes do acidente, seja uma morte previsível, seja
uma doença terminal, seja um suicídio. Acho que tudo começou quando me batiam
por ser gordo, na escola, na rua e até na igreja. Lugares que te empurram e não
perguntam como você pensa sobre a vida, sobre seu lanche, sobre como deve
seguir a vida, no que você acredita ou no que você quer fazer. Só te obrigam. Te
arrastam. Te fazem engolir. Tenho fé, na verdade estou em pé por isso. Mas como
odeio a religião, desculpe se isso vai te ferir, mas sou um suicida levo essa
culpa comigo se quiser.
Mais uns tímidos passos.
Eles
já disseram que me amava, respondi na mesma moeda. Mas chega em um momento, que
se você não for um boneco de produção em massa, eles te mandam para um inferno
pessoal. Eles transformam seu segredos em lágrimas, as lágrimas que tanto
transformei em fumaça. Eles já disseram que me amavam. Hoje me taxaram de
vergonhoso. Decepcionante depois de anos, ser diferente. Não estou, não estava
perdido. Sei aonde vou estou a três passos do fim.
Agora estou correndo.
Agora
o vento batia mais forte em meu rosto. E as ondas batiam em meu navio. Mentira eu
não estou em um navio, mas seria legal morrer em alto mar. Me tornei
autodestrutivo criando drama, me afogando em vícios, perseguindo o que tudo
oferecia de pior, mas no fundo eu curtia o drama, e curtia o prazer escondido
em cada dor. Então hoje enterro suas decepções e vergonhas e busco meu prazer
distante.
Corro e vôo para o fim de tudo.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Seu olhar em sonho
Quando se olha pra trás de uma antiga
história, vimos aquilo que queremos ou aquilo que mais nos marcou? Seja bom. Seja
ruim. Seja sorriso ou uma lágrima. Quando houve amor, todo momento parece ser essencial,
todo momento faz falta. Todo detalhe se torna uma vida. O que eu mais amei em
você sempre foi o seu olhar. Já que as palavras sempre foram a minha parte de
nós dois. O seu olhar gritava coisas para mim. Amava seu olhar ao se encontrar
em um texto meu. Você parecia satisfeita, como se um dos seus sonhos estivesse
em suas mãos. Ou quando eu te gritava e você vinha ao meu encontro e de longe
seu olhar me dizia que queria algo novo, queria me surpreender, queria aumentar
um pouco mais do nosso amor. Seu olhar tímido quando víamos ou ouvíamos um
romance e seu olhar entregava seus planos, seus antigos desejos. Em uma forma
que lhe deixava incrivelmente frágil. Lembro do seu olhar de confiança, quando
me pedia para dirigir meu carro e parecia querer ter o mundo nas mãos, comigo
ali do lado. Talvez eu esteja exagerando. Eu estou exagerando. Mas meus olhos
te amam. Como te ver diferente? Ou talvez eu esteja cego. O olhar mais marcante
era quando estávamos somente nós dois e em um sincronismo perfeito, parávamos, parávamos
o mundo. E você me olhava bem nos olhos. E dizia algo que nunca havia
entendido, mas que me queimava por dentro. Hoje entendo; “pra sempre”. Pra sempre seu olhar estará aqui, talvez eu te ame pra
sempre. Mesmo que isso seja ruim, ou bom. Mesmo que me traga sorrisos ou
lágrimas. Estarei esperando o olhar que parava meu mundo. Da garota dos sonhos
que se tornou o meu mundo.
sábado, 20 de abril de 2013
Entre tempos
Ela descrevia seus sonhos de forma tão
real, que os seus sonhos se tornaram os meus sonhos. Ela tem os olhos que são
como oceanos de esperança que transbordam de alegria quando completam o seu
sorriso. Ela não era vaidosa, saboreava em si a simplicidade na qual a vida lhe
encaixou, ela faz piadas ótimas de tão sem graças que são. Eu ri. Ela dançava
sem o mundo a sua volta. Ela não se importava. Ela trilhou um caminho, uma rota
aonde não se via o que estava a sua frente, sem planos, ela só ia, de vez em
quando corria, quando a mesmice estava por lá. Ela sempre ia. Ela procurava a
coroação de si, ser padrão, sem caprichos, só para provar a si mesma que era
maior que suas cicatrizes e feridas. Ela tem um abraço confortável e acolhia as
dores de quem lhe era importante. Ela não falava sobre amor, embora seu beijo
simplificasse o amor em si. Ela tinha meus sentimentos em suas mãos, ela estava
surpresa. Parecia gostar. Parecia amar. Ela sorria. Não sabia o que queria.
Nunca soube. Ela ainda não sabe. Ela não quer saber. Lhe disseram. lhe
convenceram que o amor machuca. Não há espaço para dor, não mais. Para quem se
encontra entre presente e passado.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Um sorriso em dor
Eles olham para trás e lá estava eu, estranhando
minha própria sombra, por ainda achar que estava à noite e perguntam se estou
bem
- está tudo bem com você?
Eu digo que sim e ignoro seus olhares tortos e a
ajuda dos que considero mais amigos, em minha testa arde um arranhão e depois
de levantar percebi que meu olho esquerdo não estava aberto. Devia estar um
pouco bêbado. Eu ainda estava bêbado. Então o amigo mais próximo perguntam se ainda valia
a pena toda aquela dor. Já não sabia da dor que ele queria dizer, então forcei abrir
os olhos para poder olhá-lo e ofender de uma forma melhor que apenas um dedo. Eu
não me lembrava muito bem o que havia acontecido.
- você se meteu
em uma briga, estava com a mulher de um cara, três vezes do seu tamanho.
Eu gosto de brigar. Eu sei
lutar.
Bom sempre que acordava depois de uma briga, era isso
que eu tinha como certeza. Mas todos negavam. Todos incluindo meu rosto. Então
fui para casa. E no caminho as pessoas continuavam a me olhar. Uns tinham pena. Alguns
tinham nojo. Eu era só um rosto após um atropelamento. Nada demais. Nada mais
parecia estar no lugar que estavam ontem. Alcancei meu quarteirão e um homem
que por acaso me conhecia me ajudou a subir as escadas. Era meu vizinho. Era meu
vizinho da porta da frente, não era minha culpa, era culpa do olho fechado e do
caminhão com pernas que passou por cima dele.
- você foi atropelado?
Não fui
atropelado, fui atrás do que eu queria. Queria um pouco de uma nova dor. Nunca
tinha ficado com o olho daquela forma. Fui atrás e consegui o que eu queria. Já estava sozinho em meu apartamento. Eu
estava de frente ao espelho. Ali parado, com o olho no tamanho de uma bola de
basebol, consegui sorrir. Meus dentes estavam vermelhos e o gosto de sangue me
causava mau hálito. Tirei o sorriso do rosto, mas a imagem refletida continuava
sorrindo, como se o espelho tivesse tirado uma foto e moldurado em tamanho
real. Depois de alguns rápidos segundos a imagem refletida voltou a se
movimentar. Mas não me acompanhava e olhava pra frente como se eu não a
atrapalhasse. Uma janela. Então o meu reflexo se curva e aproxima o olho do
tamanho de uma bola de basebol, de mim e começa a arrancar a pele dele como uma espécie
de curativo, ele rir, como se fosse uma nova dor. Então começa a sangrar. Ele continua
tirando a pele. Até não haver mais nada. Ele para endireita a coluna. Agora a
imagem me acompanha no que eu faço. Então reparei que no lugar do olho do
reflexo havia um buraco que não parecia ter fim. Então me curvo. O reflexo
também se curva. Olho bem nos olhos então tudo ao redor de mim é sugado pelo
olhar do meu reflexo. O cenário muda consigo me ver no bar, tropeçando nos
outros com um copo de qualquer coisa na mão. Então agarro uma mulher e a beijo.
Ela parecia estar gostando, então aparece o caminhão humano. E me acerta alguns
socos. Eu sorria. Sorria de felicidade. Como se procurasse a dor. Como se
procurasse a fenda dos meus olhos. Cai desacordado. Ninguém me levanta. Então tento
me ajudar. Mas algo como um vidro me prende. Posso andar para os lados. Então
vou para direita. Passo por uma espécie de parede e logo depois pude ver o bar
novamente, na frente havia um espelho e eu me vejo nele. E me vejo em outro
espelho, e depois em uma parte laminada da porta. Estou preso em um espelho. Reparo
nos meus olhos e lá estava a venda. O caminhão me chuta enquanto estou
desacordado. Sinto a dor mesmo estando dentro de um espelho. Então fecho os
olhos e algo em meu peito queima e depois de alguns minutos ou horas. Sinto um
alivio enorme algo como colocar os pés na água do mar após percorrer alguns
longos metros de areia quente. Em mim prevalecia a vontade de sorrir. Tudo estava
preto demais. A dor era enorme. Eu sorria. Procurava uma dor diferente. Procurei
um fim.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
17
e de novo, mesmo por poucas horas, pude deitar com minha
filha
senti com ela o meu antigo coração, aquele que batia
esperança.
E te ver, como se tivesse medo, nos observando fingindo
não voltar.
Não voltar aos velhos e coloridos dias. Aqueles velhos dias que poderiam durar anos.
Amanhecer ao seu lado, e sentir a saudade escorrer por
minha pele, olhos.
E a felicidade se fazer presente em meu sorriso, como se a
felicidade
fosse algo que alguém pudesse conquistar.
Era como se um
antigo sonho tivesse fugido das minhas lembranças,
e se projetado em minha frente, um último desejo.
E sim há velhos momentos que não precisam estar tanto
tempo na memória,
Mas não sei ao certo se deviam ser esquecidos ou deviam
fazer parte do agora...
'aqueles velhos dias que poderiam durar anos' como um bom amor,
'aqueles velhos dias que poderiam durar anos' como um bom amor,
totalmente infinito.
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