o telefone dela toca.
- já passou da meia noite? Sou eu ligando pra ela.
- ainda não, faltam 17 minutos. Ela esconde uma risada
- ótimo, abre a porta estou com frio aqui fora.
- você é maluco ? a surpresa sorrir.
- tenho um bom presente.
ela desliga.
ela aparece.
- você é maluco? ela me abraça.
- não poderia passar longe daqui. longe de você.
eu a admiro
- aqui seu presente.
- não precisava. adorei, mesmo. Obrigada.
meia noite.
então telefones.
lembranças.
perguntas.
-estou indo, ainda ta frio aqui fora.
- eu te amo.
- talvez seja pra sempre.
- ou pra sempre seja um talvez.
algum beijo fraco, uma risada, um pra sempre.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Aqui de baixo
Quero só te dizer que aqui embaixo está frio, não precisa
descer,
Mas posso ver sua sombra daqui, andando de um lado pro
outro tentando pensar.
Em uma forma perfeita pra tirar do lugar, o meu coração
ou meu orgulho, talvez...
Seja hora de esquecer e pensar. Que a vida é mais do que
erros que ficaram pra lá.
E o futuro só depende de nós. Abra a cortina, preciso ver
mais uma vez
A sua beleza que um dia me fez pensar, que o paraíso poderia
ser aqui.
Não vá desligar, ainda tenho tanto pra te dizer. Me encantar
com a sua voz e depois me perder,
Com o nada que sou e com o tudo que eu quero ser.
Mas tente me ouvir, por favor, vamos seguir o que devia
de ser.
Uma vida breve e boa. Eu e você. talvez amanhã ou depois.
Não há porque. Deixar preso o seu coração no que passou,
Derramar lágrimas
onde já se secou a magoa de quem já errou e aprendeu a desculpar.
Pode descer o sereno passou e eu esquento você.
Se o frio apertar ou o calor ceder, sua intensidade à nós
dois.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Cada beijo, amor, morte e suicídio
E quando me perguntam se ainda sinto sua falta.
Engulo seco, e ignoro.
Como se isso fizesse com que sua imagem não viesse a
minha cabeça.
Mas ainda sinto seu cheiro, desejo seus beijos.
Ainda preciso do seu abraço.
Preciso da estrela única, que falta em meu céu já
iluminado.
Ainda escrevo sobre você. Talvez tudo seja sobre você.
Cada beijo, amor, morte e suicídio.
É o fim de tudo. O recomeço do que nunca se pausou.
Voltarei ao inicio, mesmo que nada tenha começado.
Olho para o céu, olho para o telefone, olho para a rua.
Volte de alguma forma, se perdoe de alguma forma.
Esqueça tudo e vem comigo, de alguma forma.
Seja mais forte do que eu sou, seja mais forte que nosso
amor e ódio.
terça-feira, 28 de maio de 2013
alguns últimos passos
Estou a três
passos do fim. Um, dois.
Caminhando
próximo ao fim. Sabia do final. Estou com 30 anos e não sei há quanto tempo não
sorria de verdade, tem uns 15 anos. Eu não pretendia mais sair com o rosto
pintado por aí.
Mais alguns passos.
Quando
você se encontra à beira da morte se pergunta. Se pergunta... como caminhou até
esse ponto, seja um segundo antes do acidente, seja uma morte previsível, seja
uma doença terminal, seja um suicídio. Acho que tudo começou quando me batiam
por ser gordo, na escola, na rua e até na igreja. Lugares que te empurram e não
perguntam como você pensa sobre a vida, sobre seu lanche, sobre como deve
seguir a vida, no que você acredita ou no que você quer fazer. Só te obrigam. Te
arrastam. Te fazem engolir. Tenho fé, na verdade estou em pé por isso. Mas como
odeio a religião, desculpe se isso vai te ferir, mas sou um suicida levo essa
culpa comigo se quiser.
Mais uns tímidos passos.
Eles
já disseram que me amava, respondi na mesma moeda. Mas chega em um momento, que
se você não for um boneco de produção em massa, eles te mandam para um inferno
pessoal. Eles transformam seu segredos em lágrimas, as lágrimas que tanto
transformei em fumaça. Eles já disseram que me amavam. Hoje me taxaram de
vergonhoso. Decepcionante depois de anos, ser diferente. Não estou, não estava
perdido. Sei aonde vou estou a três passos do fim.
Agora estou correndo.
Agora
o vento batia mais forte em meu rosto. E as ondas batiam em meu navio. Mentira eu
não estou em um navio, mas seria legal morrer em alto mar. Me tornei
autodestrutivo criando drama, me afogando em vícios, perseguindo o que tudo
oferecia de pior, mas no fundo eu curtia o drama, e curtia o prazer escondido
em cada dor. Então hoje enterro suas decepções e vergonhas e busco meu prazer
distante.
Corro e vôo para o fim de tudo.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Na Colombo
e até as coisas normais,
por ti, se tornavam especiais.
E no infinito de dois espelhos se encarando
Eu fugia do mundo nos teus olhos se curvando,
Acompanhados pelas covinhas formadas,
Na perfeição de sua risada.
Em bule de chocolate, ou no exagero da canela.
Em tudo havia um detalhe que se tornava melhor com ela.
Um bom piano tocando no plano de fundo
Só nós dois, como um novo mundo.
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