segunda-feira, 28 de maio de 2012
morena e nuvem
ela parece que saiu de um sonho meu
e a minha paz, ela devolveu.
chegou sorrindo falando sobre ser
algo além de enlouquecer.
Ela conta sobre sua vida diferente
e eu me vejo em cada história, daqui pra frente.
eu só penso em como consquistar
a morena que eu não paro de pensar.
e de nuvem em nuvem, ela me mostra os seus encantos.
e a felicidade que ela trás, me causa certo espanto.
mas eu vou. e se possivel for, hoje eu não vou voltar.
pois meu sonho acaba de chegar,
pois mais uma linha reta, a minha vida
acaba de encontrar.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
Tragédias, sorrisos e sonhos
A tragédia e todo drama que toma conta das
cores, que batizam os muros, as ruas, os rosto e alguns sorrisos perdidos. Comovente toda lágrima e suor descendo pela
pele cansada de um dia dolorido. Mas no final das contas valeu a pena cada novo
machucado? Será que depois de uma noite
mal dormida as dores não continuam? Porque tanto sorriso? Só eu ando sofrendo? A vida tem sido cruel só
comigo? Sorrisos não me curam, desculpa-me não sou tão hipócrita a esse ponto. Eu
tenho minhas dores, e talvez tenha gastado tudo com elas e não sobrou nem grana,
nem tempo; para comprar mascaras de felicidade. Caminho com olhos vermelhos e a
barba um pouco grande. Talvez seja a preguiça presente vinte e quatro horas por
dia, ou a vontade de me destacar sumindo de tudo que aparenta uma felicidade,
que eu sei que não posso encontrar. Não me venha com o buscar ser feliz ou ser
feliz sem motivos. Quando ouço alguém dizendo isso, sinceramente considero um
maluco qualquer, na verdade alguém mais desesperado que a maioria, uma pessoa
que precisa provar para todos que está sentindo algo bem distante da realidade.
Será que ser visto como “triste” é tão ruim assim? Acho que só aceitei as
condições, não fui compatível com o que a vida exigiu de mim. Não fui fraco, só
não fui forte o suficiente. Que se dane. Tenho minhas histórias, algo engraçado
aqui, algo inesquecível por lá. Duas voltas e meia por um mundo pequeno com
pessoas vazias, e algumas raridades que pretendo guardar para sempre. Me afastei
de pessoas confiáveis, talvez por saber que me encontro, quando estou só. Que consigo
enxergar um pouco além. Me influencio com tudo e não sei o quanto as minhas
palavras influenciam ou se elas apresentam alguma força. Me importo com quem
tanto amo, ao ponto de me manter longe quando sei que posso prejudicar. Não é
um drama. Não me sinto melhor. É o que sei que tenho que fazer. uma forma de
instinto. Só pra ver quem, talvez eu ame, sorrindo. Mas um sorriso verdadeiro. Quem
ri demais, sempre está desesperado. Acredite. Prefiro lágrimas sinceras. Pessoas
com vida, capazes de enfrentar seus medos. Não pessoas que ignoram tudo em prol
de uma imagem satisfatória aos outros. Esses outros que tanto cultivam pessoas
felizes, morreriam em estase se dessem valor a um coração que bate por verdade,
por histórias e detalhes. Esses outros não vão morrer sozinhos, mas nunca
estarão completos. Também não sentirão falta, nunca foram transbordados. Com algumas
decepções os sonhos se tornaram meu maior medo. Pelo simples fato de nunca se
realizarem. Assim como os pesadelos. A diferença é que os sonhos aparecem como
esperança e amanhecem como decepções. Prefiro os pesadelos, assustam desde o
começo. Um único propósito do inicio ao fim. Sem enganações, falsas esperanças
e sorrisos em vão. Na verdade prefiro não dormir e construir histórias. Elas
virarão lembranças e essas demoram a sumir. Mas quando se conhece alguém, que
provavelmente saiu de um sonho antigo, o seu chão parece sumir. Ou céu parece alcançável.
É estranho. É de dar medo. É gostoso não ter o controle. Do nada você se vê
entregue, contando os dias. Longe de qualquer lágrima. Uma vez conheci a mulher
com quem sempre sonhei e não me apaixonei. Agora me apaixonei por uma outra e
ela não sai dos meus sonhos. Tanto sonhei que algo como um dejavú aconteceu, e agora era certo que já tinha a visto em algum
lugar. Talvez em um sonho ou uma premonição não encomendada. Talvez não dê
certo. Nem toda tragédia é anunciada. Corações cegos não acompanham um ritmo e
se perdem em um caminho traçado. Comecei com tragédia e acabei um pouco mais
apaixonado. Não sei o propósito desse texto, espero que faça sentido para você.
Veio do nada e se vai aos poucos.
sábado, 19 de maio de 2012
Último passo
Omiti a última verdade
Declarei a última mentira,
Planejei a última maldade,
Provoquei a última ferida.
Saciei a última sede,
Dando um gole no velho veneno,
Reconstruí a última parede,
Me separei de um mundo tão pequeno.
Traguei a última fumaça,
Acolhi um último pensamento
Presenciei o último fantasma
Me vi nele no próximo momento.
Alcancei o último andar,
Suspirei, antes do último passo
Me lancei por ainda amar
O que já não fazia parte do compasso.
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http://www.facebook.com/bcpmarchon
Estou em um proceso para selecionar algumas poesias e negociando com uma gráfica... Meu livro está pra sair :) Torce ai, até mais
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Estou em um proceso para selecionar algumas poesias e negociando com uma gráfica... Meu livro está pra sair :) Torce ai, até mais
quinta-feira, 19 de abril de 2012
2. Carta para Ana
2. Carta para Ana
Há três dias venho tentando escrever essa carta para
você, mas toda vez me perdia em meus pensamentos, não tive coragem para te
enviar. Amassei algumas dúzias de papel. Larguei diversas vezes a mesma caneta
e saia de casa para o mesmo bar. Vivo como a história do Pierrot. Me afogo aos
poucos. Às vezes em doses, às vezes em goles. A sua lembrança virou um fantasma
para mim. Aparece a noite, quando volto de uma noite de bebidas, ou cansado
depois de um dia de trabalho. Aquele sorriso que abrigava toda minha dor, tinha
partido. Com o tempo eu criei um novo costume. Chego em casa, abro uma garrafa
do seu vinho preferido, termino a garrafa, escrevo dois ou três poemas e
desmaio por onde estou. Em alguns dias escrevo quatro poemas e em outros não
consigo escrever nenhum. Na mesma proporção de dias que acordo no banheiro e
outras vezes no quarto. Ando me humilhando. No dia seguinte, me acostumo com a
ressaca recolho meus poemas e a garrafa vazia. Como qualquer coisa na padaria
da frente e vou para a praia. Nossa praia. E lá estão as mesmas pessoas, mesmas
ondas e rituais. Me sento próximo ao mar, o suficiente para a água alcançar os
meus pés. Coloco os poemas na garrafa e lanço ao mar. Não, eu não acho que você vá
receber as garrafas e os poemas, mas preciso me livrar deles, e lá é aonde
posso fechar os olhos e sentir seus abraços, seu perfume. Maldito seja o amor e
toda beleza que nele há. Maldito seja o tempo que não podemos enganar. Maldita
seja a vida que não podemos desenhar. Tem dias que peço aos céus para esquecê-la,
nos outros peço perdão por não saber o que digo. Ainda escuto nossas músicas,
construo sonhos e olho o céu com a mesma inspiração que você me causa. É você
me faz falta. Passo na mesma rodoviária. Dia sim, dia não. Espero por um tempo,
para ver se você aparece. Fé no amor. Quando chegar peço que não me complete e
não combine comigo. Continue me transbordando. Eternizando nossos sorrisos e
materializando nossos sonhos. Acho que é isso... Com o amor de sempre.
Thomas
Thomas
acabou de escrever a carta e na mesa havia um selo e uma garrafa cheia. Ele tinha
sede, mas seu coração também.
*
por hoje é isso, até mais. ou sim ou não.
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sexta-feira, 30 de março de 2012
O post sobre Frutilly, Cinema e Greve
Hey...
Voltando a escrever depois de uma temporada de calor intenso nesse meu
Rio de Janeiro e um grande mau humor que me atingia quando acordava 05h30min da
manhã depois de ir dormir no mínimo 23h00min da noite. Faculdade mais trabalho,
uma soma que resulta em massivo cansaço e desgaste emocional. Ignorante demais e overdose constante de cafeína.
Minha mãe não tem gostado muito desconto tudo nela. Coitadinha. Sou um péssimo
filho. Mas ela sabe que eu a amo. Mãe, eu te amo. Tenho uma coisa para falar
faz tempo...
Na verdade não tenho... Mas algo me deixou indignado
nesse calor que me castigou por dias e meses. No verão eu assumo meu vicio em
Frutilly, o melhor picolé já inventado pelo homem com a ajuda de Deus. A parte
rosa combina extremamente perfeito com a parte branca e quando o picolé acabava
vinha a surpresa sensacional do palito colorido com o qual se pode construir
coisas ou até mesmo colecionar. Colecionar é meio escroto eu sei... mas eu
coleciono. Sou um gordo escroto. Enfim, algo de errado aconteceu com o pessoal
da Kibon, eles simplesmente tiraram o palito colorido e de plástico, colacionável
e “brincável”. Agora vem palito de madeira! Pelo amor de Deus, no ultimo pedaço
do picolé. O pedaço da redenção vem com aquele gosto de madeira e não é
qualquer madeira. É de madeira reflorestada. O mais triste é que você ver umas
letrinhas no palito e pensa que ganhou alguma coisa... uma boa premiação em
dinheiro, um carro importado, algo de bom nessa vida... mas que nada, você só
ganhou um ultimo pedaço com gosto de madeira. Pelo menos eles pensam na
natureza... Kibon, obrigado por pensar
no frutilly, obrigado por pensar na natureza. Mas devolvam os palitos de
plásticos... e se puder coloquem novas
cores para coleção.
Mudando de assunto... Queria falar sobre a influência
dos filmes em minha vida. O primeiro filme que realmente mexeu comigo, foi
Jurassic Park (Parque dos dinossauros) e foi quando decidi ser paleontólogo,
mas eu fiquei pensando que até eu e formar em uma faculdade, arrumar um emprego
e me tornar um profissional de sucesso já teriam encontrados todos os
dinossauros mortos, então mudei de ideia. Decidi ser um mutante como em X-MEN,
mas minha mãe me frustrou alegando a impossibilidade de possuir super poderes,
depois quis ser um super-herói como o homem aranha, Batman ou um desses, mas
não tinha muito dinheiro e alguém matou todas as aranhas com alterações
genéticas que existiam nesse mundo. Depois que vi “10 coisas que odeio em você”
e “Edward Mãos de Tesoura” percebi que um amor de verdade, algo complicado e
que me completasse no final seria a melhor solução e depois de “500 days of
Summer” percebi que muita merda ia acontecer, para o que tem que acontecer,
realmente acontecer. Entendeu? Um que realmente foi parte da minha fase de
crescimento foi “Os Batutinhas” nenhum filme supera esse filme, eu sempre quis
ter um carro de corrida feito por mim, um grupo de amigos, um amor escondido e
um inimigo rico. “Jumanji” também... sempre quis achar um jogo daquele. O
Mascara, imagina você com uma mascara daquela! Free Willy, como eu sonhava em
ter uma amizade com uma baleia assassina...
Hoje em dia eu também sou apaixonado por histórias de filmes e penso em
viver algumas delas, mas acho que cresci demais... Ando vendo limitações. Mas
depois de tantos filmes e sonhos... Decidi fazer cinema. Um grande amor.
Hoje não pude ir trabalhar, porque os motoristas de
ônibus estão em greve. Eu sei que estão exercendo um direito deles e tudo
mais... Mas não trabalhando, eles não estão prejudicando os chefes das
empresas. Os caras são ricos demais andam de carro e nem devem dirigir, com
certeza eles têm motoristas particulares e acordam depois do primeiro motorista
de ônibus do dia já ter feito a sua quinta viagem do dia. Eles podiam liberar a
roleta e deixar a população que tem que trabalhar e estudar continuarem a sua
vida normalmente e prejudicar e afetar os donos das empresas, mas não. Eles param
de circular com os ônibus deixando a população na merda e fazendo, com quem não
tem nada a ver com o problema deles, prejudicados. Espero que tudo dê certo
para eles, mas pense nos outros antes de exigir o melhor para si mesmo. Acho
isso válido. Por hoje é isso.
Até mais, ou não.
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