Ela descrevia seus sonhos de forma tão
real, que os seus sonhos se tornaram os meus sonhos. Ela tem os olhos que são
como oceanos de esperança que transbordam de alegria quando completam o seu
sorriso. Ela não era vaidosa, saboreava em si a simplicidade na qual a vida lhe
encaixou, ela faz piadas ótimas de tão sem graças que são. Eu ri. Ela dançava
sem o mundo a sua volta. Ela não se importava. Ela trilhou um caminho, uma rota
aonde não se via o que estava a sua frente, sem planos, ela só ia, de vez em
quando corria, quando a mesmice estava por lá. Ela sempre ia. Ela procurava a
coroação de si, ser padrão, sem caprichos, só para provar a si mesma que era
maior que suas cicatrizes e feridas. Ela tem um abraço confortável e acolhia as
dores de quem lhe era importante. Ela não falava sobre amor, embora seu beijo
simplificasse o amor em si. Ela tinha meus sentimentos em suas mãos, ela estava
surpresa. Parecia gostar. Parecia amar. Ela sorria. Não sabia o que queria.
Nunca soube. Ela ainda não sabe. Ela não quer saber. Lhe disseram. lhe
convenceram que o amor machuca. Não há espaço para dor, não mais. Para quem se
encontra entre presente e passado.
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sábado, 20 de abril de 2013
sábado, 24 de dezembro de 2011
Ele e ela
Ele e ela
Conheci uma história onde duas pessoas eram imperfeitos um para o outro. Ele a viu pela primeira vez na janela da sala de aula, ela era amiga dos seus amigos e quando a conheceu um pouco melhor, viu que a odiava. No começo sim. Ela o apelidou, ela tinha seu jeito engraçado de falar. Ela era morena. Ela tinha grandes bochechas e talvez tivesse um jeito diferente de ver a vida. Ele era influenciado, um pouco iludido, não sabia como enxergar o mundo. Eles estavam longe como tinha que ser. Mas o tempo foi armando algo. Algo como afeição. Mas um dos amigos dele era apaixonado por ela. Ele fez questão de ajudá-lo. Ele era tão novo, mas quando viu o amigo e ela. Ele sentiu um frio na barriga diferente daqueles causados pelos medos de filmes. Era um medo que a vida o deu, ele tinha começado a perdê-la. Conseguiu omitir qualquer sentimento e por um tempo continuou sendo o mesmo idiota.
Depois de um tempo descobriu que ela continuava só, o amigo não havia encantado. Sua esperança renovou e depois se foi, pois ela havia se apaixonado. Ele foi se destruindo, ou melhor, se reconstruindo como um idiota. Um homem qualquer. A vida lhe deu mais uma chance, o outro era mais idiota. Ele foi se aproximando, rompendo toda a imagem que tinha dela. Enxergou toda fofura, carisma e enxergou o que podia te completar. Eram tão jovens. Eles foram se envolvendo, se encontrando e crescendo como deveria ser. Mas ele não viu o quanto era idiota. E por pecar tanto a perdeu para a vida e a fez desacreditar um pouco mais no amor. Por ai se foi o tempo, ela encontrou novos amores e consequentemente novos idiotas. Ele demorou tanto. Havia um coração para ser cicatrizado. Conheceu novas pessoas e aprendeu um pouco mais.
De um tempo pra cá eles se aproximaram. Amigos como antigamente. Ela parece feliz, mas desacreditada desse tal amor. Ele um pouco incompleto, talvez por ainda acreditar no amor. Ele enxergou em toda maturidade dela a mulher que realmente sempre sonhou... feliz, sorridente, engraçada e principalmente linda. Talvez ele saiba que perdeu a sua chance, ou que o momento que tanto sonhou ao lado dela não seja o agora. Mas fazê-la feliz, fazê-la acreditar no amor. Realizar todos os sonhos ou chegar o mais perto da felicidade para ter certeza que um dia toda história de amor no final seja um conto de fadas. Ele a observa, a descreve em contos, lhe escreve poemas. Mas o coração ainda idiota. Ainda ferido. Não tem coragem para falar. Que sempre a amou, ainda a ama e não vê final para o sentimento que sempre o guiou. Ele ainda sonha com ela. Ele ainda tenta ver o que ela tem, da mesma janela.
feliz natal :)
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