domingo, 12 de fevereiro de 2012

Por todas, Ana...

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                Quando dei por mim estava no mustang conversível 1964 que meu avô tinha me deixado de herança, cruzando a ponte a aproximadamente 120 km/h e ela estava ao meu lado. A pele dela era branca, muito branca mesmo, o cabelo dela cacheava antes de chegar ao fim e tinha umas partes mais loiras que as outras e ele brilhava quando o sol batia nele. Ela tinha um sorriso lindo, não perfeito, mas era lindo. E ela brincava com a mão para o lado de fora, guiava o vento, para cima e para baixo. Os olhos em tom de mel eram mais perfeitos que qualquer azul ou verde desses por ai. Era um bonito dia de sol. As pernas estavam esticadas sobre o painel do carro e deixando a mostra a tatuagem na panturrilha. Deus abençoe as meninas bonitas com tatuagens. O nome Ana parecia pequeno para o tanto que ela mostrava ser. Mas não imagino nenhum nome melhor. O rádio estava ligado, mas eu não conseguia ouvi-lo.
                - como eu amo Chico Buarque. Ela disse. sem olhar para mim, não tirava os olhos do mar e aumentou o volume e realmente estava tocando Chico Buarque. Parece que toda mulher admira o jeito do Chico Buarque, mas ter um cara assim seria difícil demais para qualquer uma, homens assim choram. Elas precisam de frieza. Não interprete como machismo.
Realmente Chico Buarque merece todo meu respeito.
                - Para aonde nós vamos Ana?
                - O motorista é você Thomas. Ela me olhou depois de muito tempo e sorriu. Às vezes ela vinha perto me cheirava e elogiava meu perfume, outras vezes me mordia no ombro e voltava a sorrir e brincava com o vento. Eu provavelmente a amava. Mas sabia que ela iria embora cedo ou tarde. Sabia dos meus limites.
                - Para de ser inseguro, não combina com você. Ela às vezes podia ler meus pensamentos, pelo menos era o que parecia.
                - Vamos para praia ver o sol se pôr.
                - Ainda pegaremos 2 horas de sol.
                - Isso te incomoda? Reduzi a velocidade.
                - Mudaria seus planos por mim?
                - Não vejo porque não.
                - Esse jeito de poeta. Ele riu e foi um pouco mais carinhosa.
                - Sabe que odeio que você me chame assim. Belisquei sua coxa, em pouco tempo ficou marcada. Ela ainda sorria.
                Chegamos à praia, não havia muita gente. A cidade não recebe muitos turistas em outubro, então a praia ficava com os surfistas locais e alguns “ripeis”, não sei se gostava de chamá-los assim. Eles gostavam de ser chamados assim. Mas não faziam nada além de fumar maconha e tocar violão. E isso não é ser ripie. Ela esticou uma toalha preta na areia e sentou de maneira que eu poderia sentar ao seu lado. Arrumei duas bebidas para gente e me sentei ao lado dela. Nos beijamos por um tempo e depois ficamos rindo dos tombos dos surfistas na água e dos chapados revolucionários na areia. Eu resolvi entrar na água, não é muito a minha, mas estava realmente quente naquele dia e eu precisava me refrescar.  Furei algumas ondas, desviei de algumas pranchas e encontrei uma profundidade confortável e fiquei por um tempo. De vez em quando eu atrapalhava um surfista em uma onda com potencial de ser perfeita e acabei ouvindo algumas ofensas. Um chegou a ser mais agressivo, mas ele ia querer arrumar uma briga embaixo d’água?  Devia ser um revolucionário. Fui um pouco mais pro fundo e em um momento raro a água ficou calma, sem nenhuma onda, deixei as orelhas mergulhadas a ponto de não ouvir nada, além do estranho barulho que o silêncio faz. E por mais que eu tente descrever como estava, não definirá a beleza do momento. Meus pés não alcançavam o chão e passava uma corrente fria neles, os raios de sol atravessava algumas nuvens que passavam a sua frente naquele momento, conseguia ver a Ana sentada na areia, provavelmente lendo alguma coisa, o pessoal com o violão rindo e dançando, uma criança caçando algumas pequenas conchas na areia molhada e sorrindo a cada pequena descoberta nova e o olhar da mãe, que eu podia imaginar, carregando uma emoção linda. Guardei aquela imagem na memória e resolvi voltar para areia.
                Ana realmente estava lendo, era um livro de contos, uma seleção de contos preferidos de um jornalista que ela adorava, eu realmente esqueci o nome dele. Estiquei outra toalha e me deitei e estava quase pegando no sono. Aquele sono que a praia causa.
                - Você é tão cheiroso. Depois mordeu minha orelha.
                - Eu acho que te amo. Ela sorriu.
                - Eu também acho. Mordeu mais forte. Você está salgado... e cheiroso.
                - Quando você vai embora?
                - Terei que ir embora hoje. Ela se deitou ao meu lado.
                - Eu vou com você
                - Me prometeu que não diria isso.
                - Mas eu te amo Ana, mais do qualquer pessoa poderia amar.
                - Como você sabe disso?... Você ama demais Thomas
                - Eu só sei, prefiro levar a vida assim, com amor.
                - Nada é pra sempre Thomas, você verá
                - O amor é sim. Os nossos rostos estavam quase colados
                - Você é poeta.
                Ela me beijou e nossos rostos, enfim, estavam colados. O jeito dela de poucas palavras, vários sorrisos, elogios precisos e um desejo no olhar que comovia qualquer um, fazia com que a esperança de um amor eterno renascesse em cada um, mesmo ela própria não acreditando no amor eterno. Nos beijamos e nos amamos até o sol começar a se pôr, ela tirou uma foto nossa com o meu celular e a colocou como papel de parede. Disse que momentos assim se eternizam em nossas memórias e essa parte, esse momento, mesmo curto, seria eterno pela intensidade de cada detalhe, pelos sorrisos que nasceram nele e por cada coisa que aprendemos a sentir. Ela era confusa, mas parecia confiante no que dizia. Talvez acreditasse em sonhos como qualquer um, mas depois de sofrer com algo, escolheu ignorar os seus desejos. Recolhemos nossas coisas e fomos para o carro, haviam deixado um bilhete informando que queriam comprar o carro e anotaram o telefone caso a possibilidade de venda me tentasse e esse tipo de coisa era comum. Amassei o bilhete, liguei o carro e fomos embora. Ela pediu para deixá-la na rodoviária. Percebi que estava chegando a hora de dizer adeus, fui um pouco mais devagar, tentando adiar uma inevitável dor. Era dramaticamente e um pouco exagerado o meu sentimento, mas aquilo estava me consumindo de tal forma, que perdia o ar às vezes, às vezes cambaleava na direção. Ela havia percebido, quando podia me dava a mão, bagunçava meu cabelo com um bom cafuné. Quando chegamos à rodoviária, uma amiga dela estava em frente com as coisas dela e antes de sair do carro ela me deu o melhor de todos os beijos. O melhor para o fim. Clichê.
                - Acho que vou te amar Thomas. Cheirou meu pescoço, abriu a porta e foi embora, sem olhar para trás, sumiu entre pessoas e malas. Liguei o carro e fui embora. Parei em uma loja de conveniência, comprei algo forte para beber e fui até a praia. Me sentei mais ou menos onde estávamos  sentados mais cedo e esperei até o choro chegar. Ele não veio. Tudo que ela me disse e fez me causou um bem tão grande, não havia porque chorar ou provavelmente era muitos motivos para chorar e não sabia por onde começar. Algo assim. Não sei por quanto tempo vivemos algo, mas poderia nunca ter tido fim. E depois de um tempo de bebidas e lembranças reparei a lua, estava linda e enorme. Meu celular apitou, havia recebido uma mensagem. “Você estava tão cheiroso.” Pensei em ligar, mas era de um número restrito e não lembrava se ela tinha deixado um número de celular. Dediquei um brinde a ela.
                - Por todas, Ana...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Aposta de bar


               3.

                Lá estava eu, acordando no sofá mais uma vez, com barulho do jornal batendo na porta, devia ser o terceiro jornal que eu recebia no mesmo dia. Ou estava mal o suficiente para não perceber o passar dos dias. Estava passando o noticiário de domingo de manhã. Eu fui dormir na sexta-feira... ou na quinta-feira. Pois é a vida estava correndo pra mim. Continuava magro demais para sentir fome e tão pouco era percebido por alguém na rua. Fui tomar um banho e conseguir algum dinheiro para comer e comprar uma nova calça para trabalhar.
                A água acabou nos primeiros cinco minutos de banho, lavei o necessário e sai de casa. Quando abri a porta estavam lá os três jornais, o bom era que eu ainda sabia contar. O ruim é que em cima dos jornais havia uma carta do meu antigo trabalho. Na verdade não sabia que era antigo trabalho até ler a carta. “Senhor Carlo Fernando, depois de faltar por cinco dias consecutivos ao trabalho sem maiores explicativas. Saiba que não precisa voltar na segunda-feira, não precisamos mais dos seus serviços. Desejamos sorte” Dane-se você, seus desejos de boa sorte e sua padaria escrota. Chutei os jornais e fui embora. Malditos jornais, assinei para mostrar que sou algo que não sou. Odeio noticias de tragédias, não entendo nada de bolsa de valores e meu joelho não funciona muito bem para fazer nenhum tipo de esporte e vê-los nunca foi do meu agrado. Escrevi um livro uma vez, minha vizinha, Karen antes de morrer, mostrou para um amigo que trabalhava em uma grande editora. Eles publicaram, todos adoraram, virou um filme. Ganhei uma boa grana e gastei tudo com o pior que o suburbano poderia me oferecer, ainda tive consciência para guardar um pouco. Mantenho minha casa, quase de pé com o pouco que sobrou. O que estava acabando era o que havia sobrado de mim. Fui ao bar de sempre, onde estava devendo uma boa grana ao senhor Marcus, mas ele tinha um bom coração, ou era só mais um otário como eu. Não tinha nenhum trocado para pagar a divida e quando chegava, fazia o meu pedido de sempre. Ele me olhava com o olho que funcionava e sorria pra mim. E me servia o drink, que com o tempo eu havia me esquecido o nome.
- Parece cansado Carlo
- Difícil Marcus, eu hibernei faz pouco tempo. Ele riu.
- Marcus sabe que não tenho como te pagar, certo?
Ele se aproximou, estava fedendo a vodka ou uma bebida ainda mais forte. Jurava que ele ia me bater, imagina um cara de cinqüenta apanhar por um de setenta e cinco.
- Nem tudo se paga com dinheiro filho...
Não sei se devia ter ficado com medo dele e quando ele se virou pedi mais uma dose. Ele me serviu. O bar estava mais cheio do que a última vez que eu havia entrado lá. Como de costume só duas ou três mulheres, todas dignas de um exorcismo. E na mesa mais escondida havia um grupo jogando e percebi que havia apostas e eu precisava de dinheiro. Tinha dez reais no bolso, o suficiente para tentar enganar o meu continuo azar.
- Marcus quem são aqueles?
- Eles aparecem essa semana na cidade e vieram todo dia no bar. Fazem apostas altas e conseguiram alguns clientes para mim. Não pude expulsa-los.

Caminhei em direção a mesa deles, queria entender a lógica do jogo, parecia bem simples. Na verdade era bem simples. Você escolhia uma carta e se ela aparecesse primeiro do que as outras escolhidas pelos outros jogadores.. você levava o dinheiro. Entrei com a aposta mínima, que na minha realidade era o meu Maximo. E a sorte parecia estar colaborando. Escolhi o 7 e de primeira. Veio a carta. Existia um bônus pela posição da carta. E ganhei uma boa grana... fui me distraindo. Jogando mais, bebendo mais. Gritando e ofendendo. Estava no topo estava com sorte, ameaçava estar feliz. Depois de alguns flashes de sorrisos e logo depois acordei com alguns socos na cara e chutes na barriga.
- Acha que pode nos enganar, seu merda?! Mais chutes e socos.
- eu devolvo o dinheiro, ta aqui. Eu sorria, sem saber o por quê.
- Você se acha esperto não é?! Seu velho de merda? não quero o dinheiro. Disse enquanto recolhia o dinheiro, me sentia em um filme mal dirigido. E com o elenco pior ainda.
- O que eu faço para parar de apanhar? Esquivando-me de um chute e esbarrando em uma lata de lixo.
- Diga ao velho Marcus que ele não trabalha mais aqui.
- Mas ele é dono do bar, desde sempre. Não farei isso com ele.
Então o famoso barulho de arma aparece bem atrás de mim. Eu faço cara de compreendido.
- mas você acha que vou entrar lá, sem mais nem menos o mandar sair e ele vai recolher suas coisas e partir?
- tome leve essa arma, aponte no meio da testa e fale com ele. Me deu uma arma cromada, linda como aquelas de herói de filme.
- como sabe que não vou atirar em você agora? Os barulhos de armas se multiplicaram.
- entendi...
Estava confuso, ou eu morria ou matava o velho Marcus do coração. Resolvi entrar. O bar estava vazio, ele colocava sobre a mesa as cadeiras e com a idade a dificuldade era enorme.
- Você pode me ajudar se quiser filho...
- Não precisa arrumar o bar Marcus, ele não é mais seu...
- O que você está dizendo filho? Ele me encarou, com seu olhar desfalcado.
- Aqueles caras, me obrigaram a te expulsar do bar. Eles disseram que vão tomar pra eles e me obrigaram a fazer isso.
- Se fossem tão durões não mandavam o cara mais merda e bêbado me tirar daqui... Se quiser ser alguém além desse fracasso, me ajude. Ele foi atrás de um balcão e puxou uma pistola antiga, que não daria conta dos cinco homens lá fora.
Ele passou por mim, pude ouvir um tiro e logo depois outros tantos tiros, nunca mais vi o Marcus. Eu fiquei na frente da porta dos fundos sem ultrapassá-la, talvez por medo ou ainda estivesse digerindo como o Marcus havia me descrito. Depois a porta se abriu e um frio ia me tomando. Tinha recebido um tiro na barriga, morreria como um covarde, embaixo de chuva, em um beco sujo atrás do meu bar preferido. Ouvi algumas sirenes e mais tiros. Depois um rapaz encapuzado saindo do bar e subindo as escadas para o telhado, sem ser perseguido. Depois mais frio, silêncio e por fim uma confortável ecuridão.


desculpa a demorar pra atualzar, mas estou de férias. e tem o calor também. odeio escrever no calor.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O post sobre 2012, praia e true story

    Hey... desculpe pelo abandono ao blog, é porque estou de férias e tento fazer o máximo de coisas possíveis longe de casa e consequentemente longe do computador. Me sinto mal por não escrever aqui, me dediquei a contos e poemas curtos. Enfim se há algum leitor do blog, peço desculpa.  Essa virada de ano eu passei em cabo frio. Segundo ano consecutivo que eu passo lá e até que foi legal. Na praia, fogos, sorrisos e festa. Passei quatro dias lá, peguei dois dias de sol e voltei negro como o meu pai. Sim meu pai é negão.
    Não há como não comentar sobre praia em alta temporada e os tipos de pessoas que vão a elas. Pessoa 01: Mamãe to definido. São aqueles caras, que são escrotos e não sabem. Ficam lá caminhando pela praia de um lado para outro com as sungas iguais, diferenciadas pelas cores e contraindo a barriga pensando que estão chamando toda a atenção do mundo. Ainda mais quando usam aqueles óculos que refletem coloridos e tal. PELO AMOR de Deus, o que vocês acham de legal naquilo. Além de suados por caminhar 5 km na areia ficam com aquela merda de óculos de mosca. Ridículos. Pessoa 02: To gordo, mas quero cor. São aquelas senhoras, que ultrapassaram o limite do apetite, ignoraram a gula e se tornaram ignorantes e extremamente gordas, mas não tem vergonha na cara... Chegam à praia, colocam duas cangas na areia (uma só não dá), se lambuzam de óleo e caem suavemente como uma bigorna e só saem quando estiverem coradas e prontas para o exorcismo. O problema não é a gordura e sim a falta de senso em por algo que cubra mais o belo corpo da madame, do que um biquíni fio dental. Sabe quando distribuíam sacos plásticos para pôr o lixo que você produzia na praia? Um dia eu vi o marido enfiar o saco na cabeça e se jogar na mar. Sim. Ele tentou se matar. True story. Pessoa 03:  Frescobol. O raça... Eles tomam para si, 5 metros quadrados, no mínimo, para jogar e ainda coloca em risco qualquer pessoa que tente entrar na água. Porque não basta ocupar espaço tem que acertar a bolinha nas pessoas. Mas o pior é que eles acham que todo mundo tem a obrigação de ser gandula deles. A bolinha caiu na areia, eles ficam olhando nos olhos de todos que passam no intuito de receber a bolinha de volta. Abusados. Pessoa 04: Caçadores de relíquias. Não são as crianças que brincam de castelinhos, cavam e tudo mais... são os adultos que ainda fazem isso. São aqueles caras, já casados, que não podem olhar para as outras mulheres (“Panicats” Pessoa 05: Nada contra. Amo.) e tem uma mulher que adora ir à praia e como ele fica entediado, faz um filho e o usa como desculpa. Ai fica aquele cara, peludo, quase careca, cavando e cavando a procura de algo que nem ele sabe o que é... Prendendo Tatuí no balde das crianças, com o cofrinho de fora, com óculos de reflexo colorido, todo acabado... Ai você normal, barrigudinho ou não, sem demonstrações, com juízo na cabeça.. sai da água em direção ao seu guarda sol... e cai em um buraco feito por um cara de 40 anos de idade mal resolvido. Não dá. MAS o bom da praia é isso. Porque mesmo com tanta coisa ruim e engraçada, a natureza vence é bom demais o mar, o pé na areia, o céu, o vento e etc. Praia é bom demais. É claro que existe mais tipo de pessoas, mas essas eu quis ressaltar.
    Para você desejo um 2012 bom demais, saúde, paz e o amor da sua vida... Aquela pessoa que você vai conhecer, sair algumas vezes, não ter certeza se vai dá certo.. se afastar um pouco, ligar para ela depois de ouvir uma música que ela gosta. Marca mais um cinema. Se encontrar dois finais de semana seguidos. Começar a andar de mãos dadas, dizer que adora pelo chat do facebook.. depois sentir um frio na barria quando a pessoa dizer que amo certo amigo, ficar chateado.. contar para a pessoa, ela rir e dizer que achou bonitinho. Ai uma semana depois você começa a namorar. Dá certo por um tempo depois começa uma crise leve.. fica tudo normal... depois piora e vocês dão um tempo. Você faz merda. ela descobre. Mesmo assim vocês voltam, mas não é a mesma coisa, ai vocês decidem terminar. Ela fica melhor que você por um tempo. Você acha que a esqueceu. Vai vivendo até encontrá-la. Você banca de pessoa fria. Ela fica chateada e não te conta. Fica com outra pessoa na sua frente. Você some. Vai para casa deitar na cama e ficar olhando para a parede. Depois de um tempo a pessoa está com outra pessoa. E você parece não ter levantado da cama. Ai você vai decidir lutar por ela. Ela vai ficar balançada e terminar com a outra pessoa. Vai estar chovendo e você decide ir ao local de sempre, pra vê se alguém te acha. Se ela te acha. Será só uma doce ilusão causado pelos filmes. Ela está festas e você triste. Ela seguiu a vida e você terá perdido a sua. Porque isso é o amor e a vida. Por hoje é isso nem vou revisar esse último parágrafo porque foi uma bela viagem.

Até mais, ou não.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Ele e ela

Ele e ela

    Conheci uma história onde duas pessoas eram imperfeitos um para o outro. Ele a viu pela primeira vez na janela da sala de aula, ela era amiga dos seus amigos e quando a conheceu um pouco melhor, viu que a odiava. No começo sim. Ela o apelidou, ela tinha seu jeito engraçado de falar. Ela era morena. Ela tinha grandes bochechas e talvez tivesse um jeito diferente de ver a vida. Ele era influenciado, um pouco iludido, não sabia como enxergar o mundo. Eles estavam longe como tinha que ser. Mas o tempo foi armando algo. Algo como afeição. Mas um dos amigos dele era apaixonado por ela. Ele fez questão de ajudá-lo.  Ele era tão novo, mas quando viu o amigo e ela. Ele sentiu um frio na barriga diferente daqueles causados pelos medos de filmes. Era um medo que a vida o deu, ele tinha começado a perdê-la. Conseguiu omitir qualquer sentimento e por um tempo continuou sendo o mesmo idiota.
    Depois de um tempo descobriu que ela continuava só, o amigo não havia encantado. Sua esperança renovou e depois se foi, pois ela havia se apaixonado. Ele foi se destruindo, ou melhor, se reconstruindo como um idiota. Um homem qualquer. A vida lhe deu mais uma chance, o outro era mais idiota. Ele foi se aproximando, rompendo toda a imagem que tinha dela. Enxergou toda fofura, carisma e enxergou o que podia te completar. Eram tão jovens. Eles foram se envolvendo, se encontrando e crescendo como deveria ser. Mas ele não viu o quanto era idiota. E por pecar tanto a perdeu para a vida e a fez desacreditar um pouco mais no amor. Por ai se foi o tempo, ela encontrou novos amores e consequentemente novos idiotas. Ele demorou tanto. Havia um coração para ser cicatrizado. Conheceu novas pessoas e aprendeu um pouco mais.
    De um tempo pra cá eles se aproximaram. Amigos como antigamente. Ela parece feliz, mas desacreditada desse tal amor. Ele um pouco incompleto, talvez por ainda acreditar no amor. Ele enxergou em toda maturidade dela a mulher que realmente sempre sonhou... feliz, sorridente, engraçada e principalmente linda. Talvez ele saiba que perdeu a sua chance, ou que o momento que tanto sonhou ao lado dela não seja o agora. Mas fazê-la feliz, fazê-la acreditar no amor. Realizar todos os sonhos ou chegar o mais perto da felicidade para ter certeza que um dia toda história de amor no final seja um conto de fadas. Ele a observa, a descreve em contos, lhe escreve poemas. Mas o coração ainda idiota. Ainda ferido. Não tem coragem para falar. Que sempre a amou, ainda a ama e não vê final para o sentimento que sempre o guiou. Ele ainda sonha com ela. Ele ainda tenta ver o que ela tem, da mesma janela.

feliz natal :)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O post sobre Dentistas 2 - A explicação, comodidade populacional e nega maluca na varanda


                Hey... Há muito tempo não escrevo como cotidiano ou algo sim... não porque minha vida deixou de ser interessante. Até porque ela nunca foi interessante assim. Eu ando ocupado com o meu vídeo game, meu tempo livre para ficar mofando no sofá, ver meus seriados e reclamar de tudo que há na internet. As pessoas andam me irritando cada vez mais. Eu mesmo me irrito muito, mas continuo me amando porque me tornei o meu melhor amigo. Na última vez falei sobre dentistas e um dentista comentou se demonstrando descontente com a situação. Quero deixar claro que não tenho nada contra dentistas... uma profissão digna como qualquer outra. Só que eu odeio ter que visita-lo, ainda mais para arrancar um dente e ficar 3 dias muito ruim. Meu amigo (Victor Curty) comentou de forma tudo que eu falaria.
“Curty. disse...
tenhodois pra tirar e não voltei ainda,nem o autor do post.
que é horrível é, eles só voltam por necessidade.
nada contra a profissão.
se fosse bom iríamos marcar com os amigos pra tirar o ciso juntos, ou quem sabe convidar uma garota para tirar um ciso.”

                Enfim é isso, continue arrancando dentes, cáries, operando, fazendo os sorrisos de todos bonitos e brilhantes e recomendando todos os tipos de cremes dentais confundindo as nossas cabeças influênciadas pela mídia.

                O que mais está me irritando nas pessoas atualmente é comodidade. Você pode não ligar para isso e eu realmente te entendo, mas é meu blog e eu falo o que eu quero/penso. Questão de lógica. Nós nos acomodamos com tudo que há por ai. Os líderes governamentais, por exemplo, abusam e usam do poder, cada mês um novo escândalo, roubos e etc. Bandidos são soltos com uma redução de pena enorme “por bom comportamento” por causa de um código penal cheio de “jeitos para fugas” e que precisa ser atualizado faz muito tempo. E o máximo que é feito por nós é: Compartilhe essa foto. Ele saiu da cadeia por bom comportamento depois de ter matado a mulher. E você depois de compartilhar consegue ficar com a consciência limpa? Acha mesmo que faz algo a mais pela sociedade? Você só encheu o saco das pessoas decentes e ajudou as pessoas ridículas como você, a piorarem suas tristes características. Tínhamos que ter como “cultura” sair por ai com a cara pintada, gritar em frente aos rostos das autoridades sobre tudo que detestamos , parar ruas principais e etc., mas já era perdemos isso em uma parte do tempo. Talvez nós não precisássemos ser tão radicais como antigamente, mas de alguma forma se nós corrêssemos atrás de um objetivo maior que “likes” ou “rt” o mundo seria um pouco melhor. A enfermeira que matou o pobre cachorro é um detalhe, os maus tratos aos animais é algo bem mais frio e calculista do que aquilo. O pior que é. Os outros animais também choram, mancam, sentem dor, morrem sofrendo, mas nada é dito. As pessoas só querem seu bife bem passado para acompanhar a sua cerveja em dia de domingo. Isso é hipocrisia. E hipocrisia com comodidade é o fim do mundo. Tente reverter toda essa comodidade para um amor antigo que nunca vai voltar, aceite que sua história já se passou e tente ser feliz. Seria relaxante se fosse fácil. Maldito vício humano de sempre ser falho.
                Outra coisa que eu não entendo nas pessoas são as negas malucas que elas colocam nas varandas das suas casas. QUAL É O OBJETIVO? A sua casa fica horrível com aquela metade de gente fazendo sombra e olhando para o horizonte. Caso você queira espantar os bandidos ou algo assim, compre um cachorro ou pendure um webcam no varal ao lado de uma placa de “sorria você está sendo filmado”.  Um vizinho do final da rua colocou uma nega maluca dessa na varanda dele... resultado?! Eu passo a noite e sinto que estou sendo vigiado, olho para aquilo e levo um susto enorme com um vulto me encarando, já dizia Sandra Annenberg “Que deselegante”. De um tempo prá cá não tenho levado tanto susto, porque o vizinho da frente colocou pisca-pisca na casa dele, mas provavelmente ele não foi ao curso de como pôr, porque provavelmente ele jogou aquilo lá e gritou um benzaDeus. São trinta tipos diferentes e todos desalinhados de uma forma horrível. Se pudesse ser vista do espaço seria um nó colorido.. aparecendo e desaparecendo... tentarei escrever mais um post no Natal, mas não sei se vou conseguir então deixo meu Feliz Natal aqui: Feliz Natal. Por hoje é isso.

Até mais, ou não.